DAS DIRETRIZES- Á CURADORIA E AO COMITÊ CIENTÍFICO- DOS LADOS DAS ESQUERDAS E DIREITAS/ DA PONTAS DOS PÉS DO MUNDO AO REVERSO SOB JURISDIÇÃO ORGANIZATIVA DO CNPJ 41.583.863 / 0001-16


Por Profa. Dra. Alanna Souto Cardoso ( Tupinambá) .
Indígena em contexto urbano. Moradora de Belém do Pará, Amazônia , Brasil.

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO E A NOTIFICAÇÃO DE CARTAS ACEITES- DA CURADORIA E DO COMITÊ CIENTÍFICO

Primeiramente o livro Autoras Amazônidas e alguns ensaios: memória, ensino, periferia/tradições, questões étnico-raciais e pertencimentos tem o objetivo de ser uma chave para abertura e articulação da produção acadêmica comunitária e de saberes tradicionais com a criação de um espaço mais inclusivo e articulado com as vivencias coletivas referente aos processos de produção cientifica advindos das Mulheres autoras de contextos específicos[1] dentro ou fora dos grandes grupos de pesquisas das Universidades por meio do Instituto de Pesquisa Projeto Cartografando saberes (IPPCS) .

O livro autora Autoras Amazônidas e alguns ensaios: memória, ensino, periferia/tradições, questões étnico-raciais e pertencimentos é uma organização das professoras Alanna Souto Cardoso ( IPPCS/ PÓS DOCTOR PPGG-UEPA), povo tupinambá & da profa. geógrafa quilombola Jully Miranda ( Secretaria municipal de educação de Ponta de pedras- PA ), Marajó .

A curadoria e o comitê científico devem levar em consideração que a obra encaminhada trata-se de uma coletânea de textos no gênero Ensaio, seja na perspectiva científica, seja no formato plural de narrativas das Tradições orais com suas transmissões de modos de conhecimento e, também, consideramos ensaio a proposta narrativa literária dentro do âmbito de construção da mulher negra , indígena , ribeirinha, da periférica, dentre outras que desejam alcançar um espaço de expressão de sua formação durante o percurso em sua produção que esta tateando encontrar...

A maioria dos ensaios dessa coletânea trata-se de textos científicos de fins de ciclos acadêmicos ou de projetos que perpassaram a vida de produção dessas autoras todas advindas de contextos periféricos no âmbito da publicação científica com sujeitos coletivos, mulheres viventes de suas comunidades e/ou coletividades.

Ensaio parte-se do ponto de vista de textos com posições iniciais de determinados temas que ainda estão ou estiveram em processo de construção com determinadas autoras. Nesse sentido diferente do rigor científico dos artigos que exigem um debate teórico mais conciso e empírico, já dispondo, se possível, de alguma apresentação prévia de resultados parciais da proposta ou do projeto articulado. Sendo assim diferem-se das propostas dos ensaios organizados encaminhados por tais jovens adultas autoras que demarcam questões em suas trajetórias científicas seja individualmente, sejam articuladas no bojo das construções com suas coletividades , de forma, mais livre , autentica e demarcando a originalidade de algumas questões mais polemicas ou menos enxergadas no âmbito da ordem acadêmica convencional e a história pública do Estado Nacional na relação com as demarcações étnicas , a citar aquelas pensadas a partir das urgências das intelectuais indígenas e seus projetos plurais articulados com a produção científica e intercultural comunitária com outros territórios.

ORGANIZAÇAO DAS SESSOES POR MEIO DA AVALIAÇÃO DA BANCA CONVOCADA PARA CADA SESSÃO.

COMITE AVALIATIVO PARA MANIFESTAÇAO DA CARTA ACEITE E/OU OBSERVAÇOES PARA POSSÍVEIS ALTERAÇOES ANTES DA VERSAO DEFINITIVA DA PUBLICAÇAO OFICIAL.

1-Mulheres pretas e questões afros religiosas: Ensaios que trazem as mulheres negras e feministas comunitárias que fazem diálogos com a afroreligiosidade em seus diversos trabalhos de produção acadêmica comunitária e das periferias, seja, na literatura, seja por meio da educação popular em seus múltiplos fronts, na periferia e nos coletivos que dirigem e participam.

REGIAO METROPOLITANA DE BELÉM E ANANINDEUA.

  1. DIÁSPORAS AFROINDÍGENAS: A EXPERIÊNCIA AMAZÔNICA DE EMERSÃO DA ENTIDADE ESPIRITUAL CABOCLA EM COMUNIDADES DE MATRIZ AFRICANA. AUTORAS:  FIAMA GÓES ;  ALANNA SOUTO CARDOSO TUPINAMBÁ .
  2. VOZES NEGRAS: CRÔNICAS RACIAIS DO COTIDIANO. AUTORA: EDENILZA BORGES SIQUEIRA.


Banca da SESSÃO 1- Parecer confirmado: Profa. Dra. Maria Luzia/  ENCAMINHAMENTO ÁS NOVAS PARECERISTA - CURADORIA/ GEPEM-UFPA- MARIA LUZIA ÁLVARES .

2-Mulheres Quilombolas: Aqui as mulheres negras quilombolas são as protagonistas através das pesquisas realizadas por essas outras mulheres amazônidas em que suas histórias se entrelaçam com suas produções acadêmicas.

MARAJÓ- QUILOMBOLA [PONTA DE PEDRAS E CACHOEIRA DO ARARY].

1-PRECONCEITO LINGUISTICO: O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E AS TRADIÇÕES ORAIS. AUTORAS: ANALÚ BATISTA DOS SANTOS & MARLY OLIVEIRA DOS SANTOS.

2-EVASÃO ESCOLAR E O TEMPO DO EXTRATIVISMO DO AÇAÍ. AUTORA: MARIA MADALENA OLIVEIRA DOS SANTOS.

3-SOBERANIA ALIMENTAR QUILOMBOLA- MUDANÇAS E PERMANENCIAS NA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DO TARTARUGUEIRO, EM PONTA DE PEDRAS/PARÁ. AUTORA: JULLY VANESSA MIRANDA DOS SANTOS.

Banca da Sessão 2- Pareceres confirmados:  Profa. Dra. Maria Luzia Miranda Álvares ; Profa. Dra. Ivanilde Apoluceno  / ENCAMINHAMENTO ÁS NOVAS PARECERISTA - CURADORIA/ GEPEM-UFPA-  MARIA LUZIA ÁLVARES .

3-Mulheres Indígenas e a Descolonização da mestiçagem- Uma concepção da fundação e direção do Instituto de Pesquisa do Projeto Cartografando Saberes (IPPCS) : 

 Esta sessão destaca a atuação das mulheres indígenas em sua produção científica comunitária, militância e defesa de direitos, assim como seus debates sobre políticas públicas e conhecimentos tradicionais. Além disso, aborda a retomada de suas identidades indígenas, tanto nos territórios quanto em organizações coletivas urbanas.

O espaço também contempla mulheres "caboclas", oriundas de contextos ribeirinhos ou descendentes dessas vivências, que, mesmo residindo em áreas urbanas e periurbanas, preservam memórias e práticas culturais vinculadas a identidades historicamente fragmentadas, sejam indígenas ou afroindígenas.

Nesse contexto, a mestiçagem é examinada sob novas perspectivas políticas, criticando o essencialismo que busca enquadrar a população mestiça atual em categorias históricas utilizadas para o embranquecimento forçado pelo Estado colonial. Atualmente, os impactos do colonialismo se estendem não apenas a indígenas e negros, mas a todos os grupos não brancos. Para as mulheres desses contextos, a retomada de suas existências étnicas e racialidades continua sendo um desafio significativo.

  1. REDISCUTINDO A MESTIÇAGEM NA AMAZÔNIA CONTEMPORANEA - IDENTIDADE NACIONAL VERSUS IDENTIDADES INDÍGENAS- AUTORA:  ALANNA SOUTO CARDOSO TUPINAMBÁ.

  2. A GOVERNABILIDADE CABANA DAS MULHERES INDÍGENAS RIBEIRINHAS - ETNICIDADE, RAÇA E CLASSE. AUTORA: ALANNA SOUTO CARDOSO TUPINAMBÁ.

BANCA SESSAO 3- Parecer confirmado:  Profa. Dra. Ivanilde Apoluceno / ENCAMINHAMENTO ÁS NOVAS PARECERISTA - CURADORIA/ GEPEM-UFPA- MARIA LUZIA  ÁLVARES .

4-Narrativas e práticas de saberes tradicionais de mulheres/ Sessão mães do Axé:  Agora é a vez das histórias dessas mulheres contadas em primeira pessoa, as mulheres e seus conhecimentos de terreiros de comunidades afro-brasileiras e suas narrativas orais. Tecendo tradições de matriz africana contado por elas e assinados por elas.

  1. PRÁTICAS ESPACIAIS DE ENSINO DE TRADIÇÃO E NARRATIVAS ORAIS DO TERREIRO DE UMBANDA CASA DE MÃE HERONDINA – AUTORA ORAL: MÃE JUCILENE CARVALHO (D`OIÁ)- ILHA DE COTIJUBA- PRAIA FUNDA.
  2. HISTÓRIA DE VIDA, SABERES E APREDIZAGENS DA TRADIÇÃO DE CANDOMBLÉ DE ANGOLA - INSTITUTO NANGETU DE TRADICAO AFRO-RELIGIOSA E DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL – AUTORA ORAL: MAMETU NANGETU- Trav.Pirajá. BAIRRO DO MARCO. Belém-PA
  3. PRÁTICAS ESPACIAIS DE CURA E ENSINAMENTOS DO IBAMCA- INSTITUTO BAMBURUCEMA DE CULTURA AFRO AMAZÔNICA). TRANSCRIÇÃO DAS NARRATIVAS ORAIS DE MAMETU MUAGILÊ. AUTORA ORAL: MAMETU MUAGILÊ. -  TERRA FIRME/ Bacia do Tucunduba- BELÉM DO PARÁ.

BANCA DE SESSÃO 4:  ENCAMINHAMENTO ÁS NOVAS PARECERISTA - CURADORIA/ GEPEM-UFPA- MARIA LUZIA MIRANDA ÁLVARES.


UMA REALIZAÇÃO IPPCS & GEPEM-UFPA.


[1] https://www.institutocartografandosaberes.com/algumas-concepcoes-de-mulheres-em-contextos-especificos/